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O que é capacitismo? Entenda debate nas redes após Vinicius ser chamado de 'cotinho' no 'BBB 24'



Durante a primeira prova do líder, o participante Maycon sugeriu ‘apelidar’ a prótese que Vinícius usa na perna. Comentário recebeu diversas críticas nas redes sociais. Montagem monstra dois participantes do ‘BBB 24’: Maycon (à esquerda) e Vinicius (à direita) Divulgação/TV Globo A primeira prova do líder do “BBB 24”, que começou nesta segunda-feira (9), levantou uma discussão sobre capacitismo – o preconceito contra pessoas com deficiência. O cozinheiro escolar Maycon recebeu críticas depois de ter feito um comentário sobre o atleta paralímpico Vinicius Rodrigues. ▶️ O que aconteceu? Maycon perguntou a Vinicius se poderia “apelidar” a prótese do velocista e sugeriu dar o nome de “cotinho” – o termo vem da palavra “coto”, popularmente usada para se referir à parte restante de um membro amputado. ▶️ Qual é a prótese usada por Vinicius Rodrigues? O atleta, de 29 anos, teve parte da perna esquerda amputada depois de ter sofrido um acidente de carro há dez anos, em Maringá, no norte do Paraná. ▶️ Como foram as críticas ao comentário de Maycon? O influenciador e ativista Ivan Baron escreveu no Twitter: “Menos de 24h de programa e o Maycon já foi capacitista 2x com o Vinicius, e independente se ele incomoda ou não, esse tipo de pergunta não se faz para uma pessoa amputada se você não tiver o mínimo de intimidade”. Initial plugin text ▶️ O que é capacitismo? De acordo com o Ministério da Cidadania, são exemplos de capacitismo: expressões inadequadas; olhares de julgamento; invasão de privacidade; e Ausência de pessoas com deficiência em diversos espaços. Exemplos de capacitismo no cotidiano Em entrevista ao g1, a consultora Julia Drezza, que também é uma pessoa com deficiência, cita exemplos práticos de atitudes capacitistas no cotidiano: “Comunicar-se somente com o acompanhante de uma pessoa com deficiência, ou achar que a pessoa não é capaz de decidir por ela, achar que a pessoa não pode namorar, ter uma carreira”. De acordo com ela, que trabalha na Mais Diversidade, uma consultoria de diversidade e inclusão, as situações acima são exemplos de barreiras comportamentais que dificultam a “existência de qualidade para pessoas com deficiência”. “De uma forma muito nítida, deu para ver o constrangimento no rosto do Vinicius. Obviamente, ele não devia estar se sentindo seguro psicologicamente. Será que as pessoas no entorno pararam para pensar em relação a isso?”, questiona Julia Drezza. “A pessoa com deficiência faz parte de um grupo bastante relevante da sociedade, que representa 9% da população do Brasil. A própria expressão ‘deficiência’ remete ao que não é eficiente. Mas, de fato, o que não é eficiente? A pessoa ou o espaço que a acolhe? Existe uma responsabilização de que a pessoa com deficiência não está participando, mas o que está impactando é tudo aquilo que acolhe essa pessoa.”

Fonte: G1


09/01/2024 – Rádio Contato Vistoria

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