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Nizam, do 'BBB 24', diz que quer faturar R$ 1 milhão com conteúdo +18: 'Me vejo como um produto'



Ex-BBB chegou a ficar 2 dias no topo da lista de mais populares do Privacy, plataforma erótica. Para ele, rumores de relacionamento com Letícia Spiller podem ter ajudado. Ex-BBBs falam sobre trajetória em plataformas de conteúdo adulto Dois meses após deixar o “BBB 24”, Nizam Hayek estreou no Privacy, plataforma de conteúdo adulto. O caminho tem sido comum entre ex-participantes do programa. No caso de Nizam, no entanto, a ideia de criar o canal com fotos e vídeos sensuais não foi, exatamente, posterior ao reality. Antes de entrar na casa, ele chegou a cogitar uma estratégia de lançamento enquanto ainda estivesse no programa. “Uma das coisas que a gente pensou foi: é reversível o que vamos fazer? Sempre é uma pergunta que fazemos antes de qualquer tomada de decisão da nossa equipe. Se é reversível, é um momento em que a gente pode errar? É. Então, por que não fazer?” Nesta semana, o g1 publica uma série de reportagens sobre ex-BBBs que complementam a renda produzindo conteúdo adulto na internet. Plataformas como Privacy e OnlyFans viraram as novas revistas eróticas? Por que elas atraem tantos ex-participantes de realities? LEIA TAMBÉM: Hadson Nery, do ‘BBB 20’, diz que ganhou prêmio do reality em 5 meses produzindo conteúdo adulto Francine Piaia, do ‘BBB 9’, diz que OnlyFans é ‘extensão da Playboy’: ‘Só que mais quente’ Um ponto que fez Nizam olhar de forma positiva para a ideia foi relembrar o auge das revistas de ensaios sensuais. “Antigamente, quando não tinha o meio digital, qual era o ápice do sucesso de uma pessoa após o ‘BBB’? ‘Playboy’, correto? Eu acho que só mudaram os meios, mas é a mesma coisa.” Nizam investe em produção de conteúdo adulto e diz que meta na Privacy é faturar R$ 1 milhão Reprodução/Privacy/Instagram Decisão tomada, Nizam chegou chamando a atenção na plataforma. Logo na estreia, ficou dois dias no topo da lista de produtores de conteúdo mais assinados no Privacy. Para ele, os rumores de um breve relacionamento com a atriz Letícia Spiller podem ter influenciado na procura: “Não é factual essa relação. É uma coisa que a gente só vai imaginar. Mas pode ter, sim. Eu acho que é inevitável que, quando você está mais em evidência, apareçam mais assinantes.” Pedidos especiais Em sites como o Privacy e o OnlyFans, é possível cobrar pelo acesso a fotos e vídeos sensuais e pornográficos — seja estipulando um preço para cada conteúdo ou através de assinaturas. A mensalidade do canal de Nizam sai por R$ 39,90. Geralmente, as plataformas ficam com 20% do rendimento e o criador embolsa o restante. O ex-BBB diz que a maior parte de seus seguidores na página são homens. Sobre sua rotina de produção, ele conta que ela pode variar de acordo com o humor. “Eu acho que para fazer um conteúdo desse, o essencial é você estar se sentindo bem.” Ex-BBB Nizam Reprodução/Instagram O material produzido por ele é 90% caseiro, em formato de selfie. O ex-BBB também atende aos pedidos de assinantes via mensagem direta, mediante pagamento extra. Além das assinaturas, esse é mais um recurso para ganhar dinheiro na plataforma. “Tem pedido de tudo. Tem pedido de pé, de foto com mulher, de ato sexual, pedido de masturbação. Tem muito pedido ousado.” “Meu limite, por enquanto, é a nudez. Não quero ‘colab’ [postagens com outras pessoas], não quero postar ato sexual. Isso realmente não é meu foco. Meu foco é artístico. Acho que o corpo nu pode ser artístico.” Nizam afirma não ter nenhum preconceito com a nudez na internet. E conta não ter sofrido dificuldade de aceitação, quando decidiu ingressar na plataforma erótica. “Não tive preconceito, nem da minha família. Muito pelo contrário.” “Eu me vejo, nesse momento, como um produto. E, se eu posso explorar todas as vertentes desse produto, por que não?” Planos para o futuro Ex-BBB Nizam Reprodução/Instagram A saída dos BBBs do programa costuma trazer mudanças em seus rumos profissionais. Muitos aproveitam a onda de propostas para fazer uma transição de carreira. Nizam diz que, para além do trabalho no Privacy, tem analisado outros projetos. Entre eles, a criação de um programa de viagens, para aproveitar a experiência que acumulou quando trabalhava em cruzeiros turísticos. “Eu visitei mais de 62 países. São mais de 140 cidades. Eu tenho muito conteúdo em vídeo e eu quero criar um quadro de curiosidades sobre cada país por onde eu passei.” Caso esse projeto – ou qualquer outro – seja impactado pelo trabalho no Privacy, Nizam não hesita em deixar a plataforma. “Se isso em algum momento impactar algum outro contrato grande, a plataforma não é a minha prioridade.” Enquanto permanece por lá, já tem uma meta traçada: ganhar R$ 1 milhão. Está perto disso? “Não. Estamos caminhando”, diz. Sem público é mais difícil É comum se deparar com histórias de pessoas que dizem ter enriquecido com conteúdo erótico. Mas especialistas dizem que é preciso ter cautela. “Se você não tem um público já construído, é muito mais difícil vender”, explica a produtora e diretora de filmes adultos Mayara Medeiros, fundadora de um grupo de apoio a mulheres que trabalham com sexualidade. Com perrengues e um mercado que já beira a saturação, o trabalho com nudez na internet exige planejamento, organização e, em alguns casos, investimento em marketing. Está longe de ser um conto de fadas, especialmente para as mulheres, que ainda sofrem com o preconceito, afirma Mayara. “Se a pessoa está entrando com a intenção de fazer dinheiro, porque ouviu sobre esses valores inflacionados, mas ela não tem público nenhum, a chance de se arrepender é muito grande. No caso das mulheres, muitas ainda lidam com violência, xingamentos, e são excluídas da sociedade por trabalharem com sexualidade.” Celebridades +18 Ex-BBBs que estão no OnlyFans Arte g1 Segundo o Privacy, plataforma usada por Nizam, a adesão dos participantes do “BBB” e de outras celebridades ajuda a validar e naturalizar a criação de conteúdo adulto, além de atrair novos usuários, o que acaba aumentando os rendimentos também dos criadores anônimos. Lançada em 2020, a empresa já chegou a convidar e negociar parcerias diretamente com famosos, mas hoje não faz mais esse tipo de acordo. “A gente não quer convencer [ninguém] ou ter que pagar. Achamos que a pessoa tem que ter vontade de criar um perfil e monetizar, seja com conteúdo mais exibicionista ou de ‘lifestyle’ [estilo de vida]”, afirma um dos representantes da plataforma ao g1. Segundo a Privacy, as mulheres criadoras de conteúdo chegam a faturar, em média, mais do que o dobro do que os homens na plataforma.

Fonte: G1


22/05/2024 – Rádio Contato Vistoria

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